domingo, 15 de dezembro de 2013

NSA pode desencriptar comunicações GSM, segundo "Washington Post"

Washington, 14 dez (EFE).- A Agência de Segurança Nacional americana (NSA, na sigla em inglês) pode desencriptar comunicações móveis do protocolo GSM de segunda geração, segundo informou neste sábado o jornal "The Washington Post". O jornal se baseia em documentos internos da NSA fornecidos pelo ex-analista da CIA Edward Snowden, acusado pelos EUA de divulgação de informação classificada, nos quais se assegura que podem "processar codificações A5/1" uma tecnologia ainda extensamente utilizada no mundo todo. Embora as codificações A5/1 tenham sido criadas nos anos 80 e repetidamente invadidas por "hackers", ainda são utilizadas em telefones celulares com tecnologia 2G, especialmente usadas em países em desenvolvimento. No entanto, ainda na atualidade algumas comunicações de voz de telefones celulares podem ser transmitidas em 2G apesar do dispositivo indicar que é apto para redes 3G ou 4G. Segundo especialistas consultados pelo "Washington Post", não está claro que a NSA possa decodificar outros protocolos de encriptação mais complexos, por causa dos recursos e do tempo necessários, como no caso do GSM A5/3. Os documentos de Snowden, que se encontra asilado na Rússia, também não mostram se a NSA pode decifrar o protocolo CDMA, utilizado por operadoras de celulares em alguns países da Ásia e dos Estados Unidos. A lei americana proíbe explicitamente à NSA espionar o conteúdo de comunicações em território americano ou que afetem cidadãos e residentes no país. No entanto, cada vez mais corporações de Polícia estaduais, federais e agências de inteligência utilizam dispositivos que simulam torres de comunicações móveis para interceptar chamadas ou mensagens de celulares. EFE jmr/ma

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

sistema vulnerável...

Hacker consegue grampear telefones com tecnologia GSM
O equipamento criado por Paget é uma antena que engana os aparelhos celulares
 
         
O pesquisador de segurança Chris Paget criou um sistema que, com custo total de cerca de US$
 
1,5 mil (ou R$ 2,6 mil), é capaz de interceptar ligações de telefones celulares. O "grampo",
 
apresentado durante conferência em Las Vegas (EUA) no último sábado, também permite gravar o
 
conteúdo das ligações.
 
Segundo Paget, o objetivo da apresentação foi demonstrar as fraquezas do sistema GSM, uma
 
das tecnologias mais utilizadas em redes de telefonia celular em todo o mundo. Boa parte das
 
operadoras brasileiras utilizam GSM.
 
"O GSM está quebrado", afirmou o hacker, que espera que sua iniciativa faça com que as
 
operadoras passem a utilizar padrões mais seguros. Segundo ele, telefones que operem em
 
padrões 3G ou 4G, mais modernos, e que façam transmissão de voz pela internet (VoIP) não
 
estariam sujeitos a esse tipo de ataque.
 
O equipamento criado por Paget é uma antena que engana os aparelhos celulares, passando-se
 
por uma estação rádio-base autêntica, da própria operadora de telefonia. O sistema, então,
 
utiliza a internet para completar as ligações e gravar as conversas.
 
De acordo com Paget, o equipamento também armazena um número exclusivo de cada aparelho, o
 
chamado IMSI, sigla em inglês para identidade internacional de assinante móvel.

torre falsa


Hacker anuncia nova forma de "grampear" iPhone e smartphones com Android
Marcadores: automação, redes, segurança
Segundo Ralf-Philipp Weinmann, especialista em segurança, com a ação é possível criar uma
 
torre falsa de celular e controlar os aparelhos
 
Cerca de três anos após o primeiro iPhone ser hackeado, especialistas em segurança de
 
computadores afirmam ter encontrado novas maneiras de invadir smartphones. Uma delas promete
 
ser uma grande dor de cabeça para a Apple, além de poder atormentar usuários de celulares
 
com Android, o sistema operacional da Google.
 
Em uma apresentação prevista para a próxima semana durante a Black Hat, conferência sobre
 
segurança prevista para a semana que vem em Washington, nos Estados Unidos, o pesquisador da
 
Universidade de Luxemburgo, Ralf-Philipp Weinmann, planeja demonstrar sua nova técnica em um
 
celular da Apple em dispositivos com Android. Com o ataque, ele afirma que os smartphones se
 
transformam em equipamentos de espionagem.
 
"Vou demonstrar como utilizar o recurso de resposta automática para transformar o celular em
 
um aparelho que permite ouvir as conversas remotamente", explica Weinmann.

 Segundo ele,
 
isso é possível ao controlar a chamada "baseband" do celular, que é utilizada para enviar e
 
receber os sinais de rádio durante a comunicação do aparelho com a rede da operadora.
 
Weinmann encontrou bugs na forma como o firmware utilizado nos chips vendidos pela Qualcomm
 
e Infineon Technologies processam os sinais de rádios em redes GSM (Global System for Mobile
 
Communications), utilizadas pela maioria das operadoras de telefonia.
 
Isso representa uma nova área na pesquisa de vulnerabilidades de celulares. Até
 
recentemente, os ataques a celulares tinham como foco os programas e o sistema operacional.
 
Para "hackear" um smartphone via ataque de baseband, como dito por Weinmann, é preciso,
 
primeiro, configurar uma falsa torre de telefonia e depois fazer com que o telefone se
 
conecte a ela. Só depois disso ele pode disseminar seu código nocivo. "É um ataque
 
extremamente sofisticado", afirma  Don Bailey, consultor de segurança da empresa Isec
 
Partners. Ele afirma que esse tipo de invasão não deve se disseminar em larga escala em um
 
curto prazo.
 
Mas as pesquisas nessa área já decolaram, impulsionadas por um novo software de código
 
aberto chamada OpenTBS. Esse programa permite que praticamente qualquer um consiga
 
configurar uma torre de rede de telefonia celular, com cerca de 2 mil dólares de
 
equipamentos. Há cinco anos, os fabricantes de equipamentos não precisavam se preocupar com
 
esse tipo de ataque, pois exigia dezenas de milhares de dólares para ser feito. Com a
 
chegada do OpenTBS, tudo mudou.
 

OpenBTS é um aplicativo de Unix de código-fonte aberto que usa a Universal Software rádio
 
periférico (USRP) para apresentar uma interface de ar GSM ("Um") ao padrão GSM handset e usa
 
o software Asterisk ® PBX para conectar-se chamadas. A combinação da interface de ar GSM
 
onipresente, com VoIP backhaul poderia constituir a base de um novo tipo de rede celular que
 
poderia ser implantado e operado pelo custo substancialmente mais baixo do que as
 
tecnologias existentes no greenfields do mundo em desenvolvimento.
 
Em linguagem simples, estamos trabalhando em um novo tipo de rede celular que pode ser
 
instalado e operado em cerca de 1/10 o custo das tecnologias atuais, mas que ainda será
 
compatível com a maioria dos aparelhos que já estão no mercado. Essa tecnologia também pode
 
ser usada em aplicativos de rede privada (PBX sem fio, implantação rápida, etc) muito menor
 
custo e complexidade do que celular convencional.
 
 

Quebra GSM

Hacker faz sistema para interceptar e 'grampear' ligações de celulares GSM
Antena se passa por estação de operadora para gravar chamadas.
O pesquisador de segurança Chris Paget criou um sistema que, com custo total de cerca de US$ 1,5 mil (ou R$ 2,6 mil), é capaz de interceptar ligações de telefones celulares. O "grampo", apresentado durante conferência em Las Vegas (EUA) no último sábado, também permite gravar o conteúdo das ligações.
 
Segundo Paget, o objetivo da apresentação foi demonstrar as fraquezas do sistema GSM, uma das tecnologias mais utilizadas em redes de telefonia celular em todo o mundo. Boa parte das operadoras brasileiras utilizam GSM.
 
"O GSM está quebrado", afirmou o hacker, que espera que sua iniciativa faça com que as operadoras passem a utilizar padrões mais seguros. Segundo ele, telefones que operem em padrões 3G ou 4G, mais modernos, e que façam transmissão de voz pela internet (VoIP) não estariam sujeitos a esse tipo de ataque.
 
O equipamento criado por Paget é uma antena que engana os aparelhos celulares, passando-se por uma estação rádio-base autêntica, da própria operadora de telefonia. O sistema, então, utiliza a internet para completar as ligações e gravar as conversas.
 
De acordo com Paget, o equipamento também armazena um número exclusivo de cada aparelho, o chamado IMSI, sigla em inglês para identidade internacional de assinante móvel.
 
Informações coletadas da Globo.com

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

airprobe um projeto alemão que leio ha 7 anos...

= Welcome to AirProbe =

AirProbe is the new home of the former GSM-Sniffer project. The goal is to build an air-interface analysis tool for the GSM (and possible later 3G) mobile phone standard. The prime motivation is to learn the details of the technology, help people who develop other open GSM technology (like [http://openbts.sf.net OpenBTS], OpenMoko, [http://bs11-abis.gnumonks.org/trac/wiki/OpenBSC BS11/OpenBSC] and others) and demonstrate the insecurity of the current standard.

General information about the project can be found in the Wiki. Source code is in the git. Get it using

{{{
  $ git clone git://svn.berlin.ccc.de/airprobe
}}}

The project mailing lists can be found here: MailingLists

Take a look at the Roadmap for current Milestones that need your contribution. Feel free to generate tickets for these Milestones and work on them.

=== Structure ===

AirProbe is divided into three main subprojects: Acquisition, Demodulation and Analysis.

'''Acquisition'''
The Acquisition module is hardware dependent and contains everything that has to do with receiving and digitizing the air interface. This is the part that needs to be rewritten for different receiver hardware, so it should be kept small and limited to the necessary functions. Most parts should be inherited from [http://gnuradio.org/trac GNURadio], to keep workload limited.

'''DeModulation'''
The Demodulation module contains all necessary code to make bits out of the signal captured by Acquisition. It is in principle hardware independent, but should be open to use DSPs is desired.

'''Analysis'''
This module contains all the protocol parsing and decoding. Wireshark can be used to handle parts of the visualisation and UI tasks. An important part of the Analysis module is non-realtime A5 DeCryption based on a generic fast CPU. Realtime or near-realtime A5 dercyption is not a goal of the project. For purposes of protocol analysis and demonstration of insecurities, non-realtime decryption is sufficient.


=== Work in Progress ===
 * [wiki:A5Tables A5 Tables Hardware]

=== Info pages ===
 * [wiki:hardware Some hardware description]
 * [wiki:WorkingWithTheUSRP Working With the USRP]
 * [wiki:tracelog GSM decoding with Nokia 3310/3390 phone]
 * [wiki:presentations Presentations and papers on the project topics]
 * [wiki:simreader Some basics about SIM cards and how to build and use SIM Card Reader]
 * [wiki:OTA Over-the-Air (OTA) attack]
 * [wiki:A Beginners howto]



domingo, 21 de fevereiro de 2010

[Fwd: [Bulk] GL Announces Enhanced Wireless Analysis and Emulation Software]

Quem visitar o Estados Unidos não pode deixar de visitar esta empresa.
Eles possuem milhares de equipamentos para GSM
Rastreadores, Analisadores de espectro, docodificadores, etc
Vale a pena visitar.


-------- Mensagem encaminhada --------
De: GL Communications Inc <newsletter@gl.com>
Reply-to: "GL Communications Inc" <newsletter@gl.com>
Para: viniciusfo@hotmail.com
Assunto: [Bulk] GL Announces Enhanced Wireless Analysis and Emulation Software
Data: Fri, 19 Feb 2010 20:15:30 +0530

In this issue:
19th February 2010

GL Announces Enhanced Wireless Analysis and Emulation Software
Welcome to another February issue of GL Communications' Newsletter providing information and insight into our products. In this edition, we focus on enhancements made to the software product TRAU Analysis and Emulation - A tool that is used for emulation and analysis of traffic at the A-bis interface (BTS to BSC links), and A-ter interface (BSC to MSC links) in the wireless network infrastructure.

Overview

TRAU (Transcoder/Rate Adapter Unit) frames between the A-bis interface (BTS to BSC links), and A-ter interface (BSC to MSC links) perform the function of compression/decompression of speech channels within the radio cellular network. TRAU frames carry speech, data, and O&M information at full rate or half (8/16 kbps) rate and control information, over T1/E1 in a GSM network.

GL's T1/E1 Analyzers (CARD or USB Based) can be equipped with software for:
  • Real-time TRAU Protocol Analyzer

  • Offline TRAU Protocol Analyzer

  • TRAU Toolbox™

  • TRAU Traffic Playback
  • Scripted (Automated) TRAU Engine 
  • Scripted (Automated) TRAU Tx/Rx Test 
These applications are further discussed below:

Real-time TRAU Protocol Analyzer

Real-time TRAU Protocol Analyzer decodes the frame captured in real time and provides summary of decoded information, detailed decoded content and also hex dump of the frame. Voice can also be decoded, viewed, and heard in real-time.

You can learn more about the application here

Offline TRAU Protocol Analyzer

Using Offline TRAU Protocol Analyzer, offline analysis of the frames captured in real time can be performed, that provides information such as summary of decoded frames, detailed decoded content, and also hex dump of the frame. No hardware is required for the offline analyzer.

You can learn more about the application here

TRAU Toolbox™(Emulation)

The TRAU Toolbox™ is an ideal tool to test network elements at A-bis and A-ter interfaces. It can be used to create, monitor, and terminate multiple TRAU sessions. Once the TRAU session is created, different kinds of audio/voice/digits can be generated and analyzed on GSM call with various codecs. It can also emulate TRAU node at BSC/MSC end or CCU node at BTS end including the compression/decompression of speech that takes place at TRAU side or Mobile side.

You can learn more about the application here

TRAU Traffic Playback

The TRAU Traffic Playback application is used to generate TRAU Traffic on T1/E1. It provides the ability to playback the recorded Trau file(s) on selected subchannel(s) of T1/ E1 lines. It allows you to transmit a single recorded trace file or multiple files on the desired subchannels at any given time. Trau frames are time-aligned as per the control information in the frame.

You can learn more about the application here

Scripted (Automated) Trau Engine

Automated TRAU engine is Trau Traffic Capture/Playback support in Client/Server mode and is used to transmit captured trace files in an automated fashion.

You can learn more about the applications here

Scripted TRAU Tx/Rx Test

The scripted TRAU Tx/Rx Test module is an optional application that allows testing of TRAU frames. These frames are generated based on the codec type, impairments and time alignment (if specified) and transmitted through the 16 or 8 kbps channels. On the receiving side the fragments will be decoded to retrieve the control flags and other framing information like codec type, data transmission rate etc. These frames are compared with the predefined patterns and the results are logged into a log file.

You can learn more about the applications here

TRAU Packet Data Analysis (PDA)

The TRAU Packet Data Analysis application is a part of the Real-Time TRAU Protocol Analyzer and when invoked it displays call information in tabular and graphical formats (PDA - Summary View) as well as detailed frame-by-frame information (PDA - Detail View). Analysis of TRAU calls, including detail statistics, wave graph, oscilloscope, spectral display for various codecs can be done using TRAU Packet Data Analysis (PDA) feature.

You can learn more about the applications here

Please give us a call if you are interested in the above product/ software or for any other applications listed on our website. We would be happy to discuss your testing needs and we look forward to hearing from you.

Warm Regards,

Shelley Sharma

Phone: 301-670-4784 x114
Email: gl-info@gl.com


This message was sent from GL Communications Editor to viniciusfo@hotmail.com


It was sent from:

GL Communications Inc.

818 West Diamond Avenue - Third Floor, Gaithersburg, MD 20878

V: 301-670-4784 x 114. Fax: 301-670-9187, Email: gl-info@gl.com , Web address: www.gl.com


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domingo, 7 de fevereiro de 2010

[Fwd: IDG Now!: Em duas horas, pesquisadores quebram proteção GSM usando um PC comum]


IDG Now!
http://www.idgnow.com.br

Em duas horas, pesquisadores quebram proteção GSM usando um PC comum
Técnica conseguiu obter a chave de 128 bits do algoritmo Kasumi, usado na criptografia de comunicações em redes 3G sem fio.
Por Computerworld/EUA

Leia a matéria completa em: http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2010/01/15/em-duas-horas-pesquisadores-quebram-protecao-gsm-usando-um-pc-comum

Veja esta e outras notícias relevantes no IDG Now!:
http://www.idgnow.com.br

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sábado, 16 de janeiro de 2010

Crackers mostram que grampear celular GSM é mais fácil do que se pensa

Os celulares que utilizam o modelo de comunicação GSM, usados pela maioria das pessoas no mundo, podem ser grampeados com apenas alguns milhares dólares de hardware e algumas ferramentas gratuitas e com código aberto, segundo pesquisadores de segurança de computadores.

Em uma apresentação realizada nesta semana na Chaos Communication Conference em Berlim,  na Alemanha, o pesquisador Karsten Nohl disse ter compilado 2 terabytes de dados que podem ser usados como um tipo de agenda telefônica reversa para identificar a chave de codificação utilizada para preservar o sigilo de conversas ou mensagens de texto em uma linha GSM.

A falha está no algoritmo de codificação usado pela maioria das operadoras. É uma cifra de 64 bits chamada A5/1 e é simplesmente muito fraca, segundo Nohl. Usando as informações dele e empregando antenas, softwares especializados e 30 mil dólares em hardware de computadores para quebrar a cifra, uma pessoa pode violar a codificação em tempo real e ouvir as ligações, segundo Nohl.

Há cerca de 3,5 bilhões de celulares GSM no mundo, o que representa cerca de 80% do mercado móvel, segundo dados da GSM Alliance, associação da indústria que representa fabricantes e operadoras.

Um porta-voz da associação GSM disse que o grupo irá avaliar as descobertas do pesquisador nos próximos dias e alertou que em muitos países o grampo de linhas de celular é ilegal.

A associação afirmou ainda ter desenvolvido um padrão de próxima geração, chamado A5/3, que é considerado muito mais seguro. Esse padrão é utilizado em redes 3G para dar segurança ao tráfego da internet.

Piratas divulgam código de segurança dos telemóveis

Piratas divulgam código de segurança dos telemóveis

Mais de 3 mil milhões de utilizadores afectados

Era apenas uma questão de tempo. Piratas informáticos anunciaram e publicaram a descodificação do código de segurança que protege mais de 80% dos telemóveis a nível mundial.

A «graça» pode levar a que as operadoras tenham de gastar bastante dinheiro a actualizar as redes e deixa 3 mil milhões de utilizadores vulneráveis, revela a «Editors Choice».

Karsten Nohl, perito em linguagem cifrada, garante organizou o ataque para demonstrar as fragilidades dos sistemas de segurança da GSM e para pressionar as operadores no sentido de melhorarem os sistemas.

«Isto mostra que a segurança na rede é insuficiente. Desistimos de acreditar que as operadores melhorem a segurança por iniciativa própria», disse Nohl.

Apesar do número de pessoas afectadas em 212 países, as chamadas 3G não são afectadas, porque têm um código de segurança distinto.

A Associação GSM garante que está acompanhar a situação.

Hacker quebra segurança de ligações GSM de mais de 3 bilhões de pessoas

30 12 2009

Especialista em criptografia demonstrou em congresso de hackers a vulnerabilidade das medidas de segurança que tentam proteger o sistema global GSM.
“Hackers de computador disseram esta semana ter quebrado e publicado o código secreto que protege 80% dos celulares do mundo. A ação deixará mais de 3 bilhões de pessoas vulneráveis a terem suas ligações interceptadas e pode forçar as operadoras a realizar um caro upgrade em suas redes”, diz Maija Palmer no site do jornal The Financial Times.
Ele relata que o especialista alemão em criptografia Karsten Nohl demonstrou para uma platéia de 600 pessoas no Chaos Communication Congress — evento de quatro dias para hackers de computador que acontece em Berlin, Alemanha — a inadequação das medidas de segurança que tentam proteger o sistema global de comunicação móvel GSM. Com a ação, Nohl disse pretender pressionar as operadoras a melhorar seus sistemas.
“‘Cansamos de esperar que as operadoras se mexessem para melhorar a segurança de seus sistemas por si mesmas, mas agora esperamos ter chamado a atenção dos usuários para que exijam que suas operadoras o façam’, disse Nohl ao Financial Times”, conta Palmer.
Segundo Palmer, sistemas GMS comprometidos podem afetar mais de 3 bilhões de pessoas em 212 países. No entanto, chamadas efetuadas pelo sistema 3G estão imunes por serem protegidas por um código de segurança diferente.
“A Associação GSM, corpo da indústria formado pelas operadoras de celular que concebeu o algoritmo de encriptação A5/1 há 21 anos, disse que estava monitorando a situação de perto. ‘Estamos preocupados, mas não cremos que isso resultará numa onda de ligações interceptadas amanhã, nem na semana que vem, nem no mês que vem’, disse James Mora, diretor de segurança da GSMA”, informa Palmer.

Hackers quebram código GSM

Hackers quebram código GSM
por Antone Gonsalves | InformationWeek EUA
30/12/2009
Cientista alemão conseguiu quebrar o algoritmo de encriptação que protege 80% dos celulares no mundo; mas isso está longe de um ataque real Um cientista alemão, com um time de especialistas, quebrou o código utilizado para proteger 80% dos telefones móveis do mundo. Mas o grupo responsável pela proteção das comunicações na tecnologia GSM afirmou na terça-feira (29/12) que o feito está "muito longe de se tornar um ataque".
O pesquisador Karsten Nohl, ex-estudante da Universidade da Virgínia,nos Estados Unidos, revelou os métodos para desfazer a encriptaçãodurante a Chaos Communication Conference, em Berlim, o maior evento dehackers na Europa. Nohl e um time de 12 especialistas trabalharam por cinco meses para quebrar o algoritmo de segurança que protege a tecnologia Global System for Móbile (GSM).
A GSM é a tecnologia mais usada em telefones em todo o mundo, contabilizando mais de quatro bilhões de celulares. Para prevenir clonagens e outros problemas, a tecnologia usa um algoritmo de encriptação chamado A5/1, desenvolvido pela GSM Association.
Para quebrar o código, Nohl e os outros pesquisadores usaram redes de computadores para elaborar trilhões de possibilidades matemáticas. O resultado foi o desenvolvimento de um código com dados compilados que removem a proteção.
Na terça-feira, a GSMA enviou um comunicado por e-mail à InformationWeek EUA dizendo que o trabalho de Nohl "não é algo que dispensamos atenção."
Ainda assim, a organização afirmou que o resultado não representa, neste momento, nenhum perigo à segurança da tecnologia GSM.
"Consideramos esta pesquisa, que parece ter motivações comerciais, algo muito distante de um possível ataque real à GSM", informou a GSMA.
A GSMA diz no comunicado que, nos últimos anos, um bom número de acadêmicos tem explicado, em teoria, como o algoritmo A5/1, que tem mais de 20 anos, poderia ser comprometido. "No entanto, nenhum liderou a possibilidade de um ataque prático ao código", afirma o grupo.
Uma das áreas não cobertas pelo estudo de Nohl, de acordo com a GSMA, é como uma chamada GSM poderia ser identificada e gravada por meio de uma interface de rádio. Para fazer isso, o hacker necessitaria de um sistema receptor de rádio e de um software de processamento de sinal para fazer isso.
Mesmo minimizando a possibilidade de um ataque real, o grupo reconhece que o A5/1 precisa ser substituído e já está em processo um novoalgoritmo de segurança chamado A5/3.

Quebra de segurança GSM: motivo para preocupação?

Quebra de segurança GSM: motivo para preocupação?
Redação da PC World/EUA
30-12-2009
Saiba mais sobre as implicações da suposta quebra de segurança da tecnologia por 80% dos celulares do mundo.
A codificação usada pelo General System for Mobile Communications (GSM) foi quebrada por um pesquisador alemão, que apresentou suas descobertas nesta semana em uma conferência de crackers em Berlin. Uma demonstração da técnica deve ser feita nesta quarta-feira (30/12).
Entretanto, a  não ser que estejam fazendo algo ilegal ou extremamente confidencial, o usuário comum  não deve se preocupar com isso.
O GSM é a base da tecnologia de telecomunicações usada pela maioria dos celulares em todo o mundo, incluindo as redes AT&T e T-Mobile nos Estados Unidos.
E essa não é a primeira vez que alguém alega ter quebrado a codificação GSM, mas é o desafio mais sério até hoje. O modelo tem sido usado por 21 anos e foi quebrado pela primeira vez em 1994.
O pesquisador alemão Karsten Nohl diz que o método de codificação A5/1, de 64 bits, já não é mais capaz de proteger as comunicações globais de celulares.
>> Caso queira, você pode baixar uma versão PDF da apresentação de Nohl.
A monitoração em tempo real das chamadas seria possível com receptores especiais, antenas e cerca de 30 mil dólares em hardware - basicamente computadores. Segundo Nohl, essas ferramentas já estão disponíveis para o governo e pesquisador acredita que os criminosos também já tenham posto as mãoes nela.
Como de costume, a entidade que representa o GSM menosprezou a situação, dizendo que a segurança do modelo já está em processo de melhorias. Nohl, no entanto, diz que o sistema substituto também pode ser quebrado.

Crackers mostram que grampear celular GSM é mais fácil do que se pensa

Crackers mostram que grampear celular GSM é mais fácil do que se pensa
Por Computerworld/EUA
Publicada em 29 de dezembro de 2009 às 11h36
Atualizada em 29 de dezembro de 2009 às 11h47
Com 30 mil dólares em hardware de computador e algumas ferramentas gratuitas de código aberto, pesquisadores conseguiram quebrar sigilo.
Os celulares que utilizam o modelo de comunicação GSM, usados pela maioria das pessoas no mundo, podem ser grampeados com apenas alguns milhares dólares de hardware e algumas ferramentas gratuitas e com código aberto, segundo pesquisadores de segurança de computadores.
Em uma apresentação realizada nesta semana na Chaos Communication Conference em Berlim,  na Alemanha, o pesquisador Karsten Nohl disse ter compilado 2 terabytes de dados que podem ser usados como um tipo de agenda telefônica reversa para identificar a chave de codificação utilizada para preservar o sigilo de conversas ou mensagens de texto em uma linha GSM.
A falha está no algoritmo de codificação usado pela maioria das operadoras. É uma cifra de 64 bits chamada A5/1 e é simplesmente muito fraca, segundo Nohl. Usando as informações dele e empregando antenas, softwares especializados e 30 mil dólares em hardware de computadores para quebrar a cifra, uma pessoa pode violar a codificação em tempo real e ouvir as ligações, segundo Nohl.
Há cerca de 3,5 bilhões de celulares GSM no mundo, o que representa cerca de 80% do mercado móvel, segundo dados da GSM Alliance, associação da indústria que representa fabricantes e operadoras.
Um porta-voz da associação GSM disse que o grupo irá avaliar as descobertas do pesquisador nos próximos dias e alertou que em muitos países o grampo de linhas de celular é ilegal.
A associação afirmou ainda ter desenvolvido um padrão de próxima geração, chamado A5/3, que é considerado muito mais seguro. Esse padrão é utilizado em redes 3G para dar segurança ao tráfego da internet.
(Robert McMillan)

Brecha de segurança de celulares deixa expostos 3 bi de usuários

Vulnerabilidade pode afetar 3 bilhões no mundo

Vulnerabilidade pode afetar 3 bilhões no mundo
Da Redação
tecnologia@eband.com.br

Bilhões de usuários de celular podem ter suas ligações privadas interceptadas e gravadas por hackers, que agora estão com o código secreto utilizado para proteger 80% dos aparelhos. A informação foi postada na internet pelo cientista alemão Karsten Nohl nesta quarta-feira (30), que disse que organizou a exposição da brecha para demonstrar a fraqueza da segurança das operadoras.

O código, chamado de A5/1, foi desenvolvido pela Associação GSM há 22 anos e é utilizado por mais de 3 bilhões de pessoas em 212 países. Ele atua na segurança da linha ao forçar telefones e estações de transmissão a mudar de frequências rapidamente. Celulares com a tecnologia 3G não são afetados pelo problema por possuir uma codificação diferente.

Segundo Nohl, um interceptador poderia escutar ligações apenas com um laptop e dois cartões de rede. O cientista afirma ter passado os últimos cinco meses tentando desvendar o algoritmo da tecnologia GSM.

Obviamente, surge o temor de que metade da população mundial possa estar vulnerável a crimes como roubo de identidade e invasão de privacidade. "Perdemos a esperança de que operadoras se movam para melhorar a segurança por elas mesmas, mas acreditamos que isso chame atenção para que aumente a demanda dos consumidores", disse Nohl ao site Daily Mail, esclarecendo que a brecha deveria ser consertada há 15 anos. "As pessoas devem tentar isso em casa e ver o quão vulneráveis suas ligações estão".

A associação não viu tantos riscos da exposição do código. "Estamos preocupados, mas não acreditamos que isso vá resultar na proliferação de escutas amanhã, na próxima semana ou no mês que vem", disse James Moran, diretor de segurança da GSMA. "A realidade é que um ataque real está além das capacidades da grande maioria das pessoas", completou. A entidade disse ainda que já estão trabalhando numa versão melhorada do algoritmo, conhecido como A5/3.

Em duas horas, pesquisadores quebram proteção GSM usando um PC comum

Em duas horas, pesquisadores quebram proteção GSM usando um PC comum
Por Computerworld/EUA Publicada em 15 de janeiro de 2010 às 15h08

Técnica conseguiu obter a chave de 128 bits do algoritmo Kasumi, usado na criptografia de comunicações em redes 3G sem fio.
Um algoritmo de criptografia projetado para proteger chamadas em telefones GSM foi quebrado por três criptógrafos utilizando apenas um PC Dell Latitude com chip Intel de núcleo duplo rodando Linux.
Em um documento divulgado na terça-feira (12/1), três pesquisadores do Instituto de Ciência Weizmann, em Rehovot, Israel, descreveram uma técnica desenvolvida por eles chamada "sanduíche".
A técnica foi utilizada na obtenção da chave de 128 bits do algoritmo de criptografia Kasumi, também conhecido como A5 / 3, e que é o código usado para criptografar as comunicações em redes 3G sem fio.
Um dos pesquisadores, Dunkelman Orr, afirmou que o ataque “sanduíche” enriquece as pesquisas ao apontar como a código cifrado utilizado no Kasumi, teoricamente, poderia ser atacado.
Em duas horas
"Descobrimos a chave em menos de duas horas utilizando apenas um PC. Nós todos podemos concordar que é um pouco preocupante”, disse Dunkelman.
Os dois outros pesquisadores citados no relatório são Nathan Keller e Adi Shamir, que é um dos inventores do algoritmo de criptografia RSA.
Cerca de 1,2 bilhão de aparelhos em uso ao redor do mundo usam o A5 / 3, disseram os pesquisadores, mas apenas algumas das cerca de 800 operadoras de telefonia móvel em nível mundial adotam essa tecnologia em suas redes.
"Sua segurança será uma das mais importantes questões práticas em criptografia", disseram os pesquisadores. Segundo Dunkleman, o Kasumi deveria ser mais forte do que o atual A5 / 1, padrão de criptografia usado para proteger telefonia GSM.
Somente no mês passado, pesquisadores de segurança publicaram um método para determinar a completa encriptação da have A5 / 1 utilizando criptografia especializada.
A pesquisa mostrou como conversas telefônicas GSM poderiam ser facilmente exploradas usando um valor de apenas alguns milhares de dólares em hardware e software.
Transição acelerada
Preocupações decorrentes da investigação levaram a GSM Association acelerar a transição para o novo algoritmo A5 / 3. Dunkleman afirma que o algoritmo de criptografia é consideravelmente mais fraco do que muitos possam imaginar.
A fraqueza decorre das alterações que foram feitas para um algoritmo de criptografia chamado Misty, em que o A5 / 3 é baseado. Na tentativa de fazer do A5 / 3 mais rápido, a GSM Association parece te-lo enfraquecido.
O ataque descrito no novo documento explora uma "sequência de coincidências e de golpes de sorte, que surgiram quando o Misty foi alterado para o Kasumi", disseram os pesquisadores no estudo.
Mesmo assim, a pesquisa é uma parte importante do trabalho, afirmou o criptógrafo e diretor de tecnologia de segurança no BT, Bruce Schneier.
"Ela não tem qualquer aplicação prática imediata, pois é um ataque relacionado com os fundamentos do algoritmo. Para efetuar um ataque baseado nessa chave, o atacante deve ter acesso às relações entre o texto simples e encriptado, o que pode ser difícil de obter na vida real", explica.
(Jaikumar Vijayan)