segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

sistema vulnerável...

Hacker consegue grampear telefones com tecnologia GSM
O equipamento criado por Paget é uma antena que engana os aparelhos celulares
 
         
O pesquisador de segurança Chris Paget criou um sistema que, com custo total de cerca de US$
 
1,5 mil (ou R$ 2,6 mil), é capaz de interceptar ligações de telefones celulares. O "grampo",
 
apresentado durante conferência em Las Vegas (EUA) no último sábado, também permite gravar o
 
conteúdo das ligações.
 
Segundo Paget, o objetivo da apresentação foi demonstrar as fraquezas do sistema GSM, uma
 
das tecnologias mais utilizadas em redes de telefonia celular em todo o mundo. Boa parte das
 
operadoras brasileiras utilizam GSM.
 
"O GSM está quebrado", afirmou o hacker, que espera que sua iniciativa faça com que as
 
operadoras passem a utilizar padrões mais seguros. Segundo ele, telefones que operem em
 
padrões 3G ou 4G, mais modernos, e que façam transmissão de voz pela internet (VoIP) não
 
estariam sujeitos a esse tipo de ataque.
 
O equipamento criado por Paget é uma antena que engana os aparelhos celulares, passando-se
 
por uma estação rádio-base autêntica, da própria operadora de telefonia. O sistema, então,
 
utiliza a internet para completar as ligações e gravar as conversas.
 
De acordo com Paget, o equipamento também armazena um número exclusivo de cada aparelho, o
 
chamado IMSI, sigla em inglês para identidade internacional de assinante móvel.

torre falsa


Hacker anuncia nova forma de "grampear" iPhone e smartphones com Android
Marcadores: automação, redes, segurança
Segundo Ralf-Philipp Weinmann, especialista em segurança, com a ação é possível criar uma
 
torre falsa de celular e controlar os aparelhos
 
Cerca de três anos após o primeiro iPhone ser hackeado, especialistas em segurança de
 
computadores afirmam ter encontrado novas maneiras de invadir smartphones. Uma delas promete
 
ser uma grande dor de cabeça para a Apple, além de poder atormentar usuários de celulares
 
com Android, o sistema operacional da Google.
 
Em uma apresentação prevista para a próxima semana durante a Black Hat, conferência sobre
 
segurança prevista para a semana que vem em Washington, nos Estados Unidos, o pesquisador da
 
Universidade de Luxemburgo, Ralf-Philipp Weinmann, planeja demonstrar sua nova técnica em um
 
celular da Apple em dispositivos com Android. Com o ataque, ele afirma que os smartphones se
 
transformam em equipamentos de espionagem.
 
"Vou demonstrar como utilizar o recurso de resposta automática para transformar o celular em
 
um aparelho que permite ouvir as conversas remotamente", explica Weinmann.

 Segundo ele,
 
isso é possível ao controlar a chamada "baseband" do celular, que é utilizada para enviar e
 
receber os sinais de rádio durante a comunicação do aparelho com a rede da operadora.
 
Weinmann encontrou bugs na forma como o firmware utilizado nos chips vendidos pela Qualcomm
 
e Infineon Technologies processam os sinais de rádios em redes GSM (Global System for Mobile
 
Communications), utilizadas pela maioria das operadoras de telefonia.
 
Isso representa uma nova área na pesquisa de vulnerabilidades de celulares. Até
 
recentemente, os ataques a celulares tinham como foco os programas e o sistema operacional.
 
Para "hackear" um smartphone via ataque de baseband, como dito por Weinmann, é preciso,
 
primeiro, configurar uma falsa torre de telefonia e depois fazer com que o telefone se
 
conecte a ela. Só depois disso ele pode disseminar seu código nocivo. "É um ataque
 
extremamente sofisticado", afirma  Don Bailey, consultor de segurança da empresa Isec
 
Partners. Ele afirma que esse tipo de invasão não deve se disseminar em larga escala em um
 
curto prazo.
 
Mas as pesquisas nessa área já decolaram, impulsionadas por um novo software de código
 
aberto chamada OpenTBS. Esse programa permite que praticamente qualquer um consiga
 
configurar uma torre de rede de telefonia celular, com cerca de 2 mil dólares de
 
equipamentos. Há cinco anos, os fabricantes de equipamentos não precisavam se preocupar com
 
esse tipo de ataque, pois exigia dezenas de milhares de dólares para ser feito. Com a
 
chegada do OpenTBS, tudo mudou.
 

OpenBTS é um aplicativo de Unix de código-fonte aberto que usa a Universal Software rádio
 
periférico (USRP) para apresentar uma interface de ar GSM ("Um") ao padrão GSM handset e usa
 
o software Asterisk ® PBX para conectar-se chamadas. A combinação da interface de ar GSM
 
onipresente, com VoIP backhaul poderia constituir a base de um novo tipo de rede celular que
 
poderia ser implantado e operado pelo custo substancialmente mais baixo do que as
 
tecnologias existentes no greenfields do mundo em desenvolvimento.
 
Em linguagem simples, estamos trabalhando em um novo tipo de rede celular que pode ser
 
instalado e operado em cerca de 1/10 o custo das tecnologias atuais, mas que ainda será
 
compatível com a maioria dos aparelhos que já estão no mercado. Essa tecnologia também pode
 
ser usada em aplicativos de rede privada (PBX sem fio, implantação rápida, etc) muito menor
 
custo e complexidade do que celular convencional.
 
 

Quebra GSM

Hacker faz sistema para interceptar e 'grampear' ligações de celulares GSM
Antena se passa por estação de operadora para gravar chamadas.
O pesquisador de segurança Chris Paget criou um sistema que, com custo total de cerca de US$ 1,5 mil (ou R$ 2,6 mil), é capaz de interceptar ligações de telefones celulares. O "grampo", apresentado durante conferência em Las Vegas (EUA) no último sábado, também permite gravar o conteúdo das ligações.
 
Segundo Paget, o objetivo da apresentação foi demonstrar as fraquezas do sistema GSM, uma das tecnologias mais utilizadas em redes de telefonia celular em todo o mundo. Boa parte das operadoras brasileiras utilizam GSM.
 
"O GSM está quebrado", afirmou o hacker, que espera que sua iniciativa faça com que as operadoras passem a utilizar padrões mais seguros. Segundo ele, telefones que operem em padrões 3G ou 4G, mais modernos, e que façam transmissão de voz pela internet (VoIP) não estariam sujeitos a esse tipo de ataque.
 
O equipamento criado por Paget é uma antena que engana os aparelhos celulares, passando-se por uma estação rádio-base autêntica, da própria operadora de telefonia. O sistema, então, utiliza a internet para completar as ligações e gravar as conversas.
 
De acordo com Paget, o equipamento também armazena um número exclusivo de cada aparelho, o chamado IMSI, sigla em inglês para identidade internacional de assinante móvel.
 
Informações coletadas da Globo.com